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Medicina Preventiva

20% dos brasileiros têm ou já tiveram asma

A asma, também chamada de bronquite asmática, é uma inflamação crônica das vias áreas (brônquios e bronquíolos). Costuma se manifestar através de chiados no peito, acompanhados de ansiedade e tosse com pouca expectoração. A falta de cuidados adequados pode trazer conseqüências como as crises de asma e outras complicações.

Segundo dados da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, o Brasil é o 8º país no mundo em prevalência de asma. Aproximadamente 20% dos brasileiros têm ou já tiveram alguma manifestação da doença, sendo que 25% destes são vítimas da forma moderada ou grave, que pode levar à morte se não diagnosticada e tratada corretamente.

Outros dados publicados pelo jornal Folha de São Paulo, mostram que a asma é a doença crônica mais freqüente na infância e na adolescência. Dados do Isaac (sigla em inglês para Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância), de 1998, apontam que o Brasil lidera o ranking entre os países na América Latina, com o maior número de doentes até os 15 anos de idade. De cada 100 crianças, entre 19 e 26 apresentam tosse crônica, chiado, cansaço e dificuldade para respirar.

Informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, 17,7% (ou 272.712 casos) de todas as internações por problemas de vias aéreas em 2006 ocorreram por causa de asma. Dessas, 50% eram de crianças com menos de dez anos.

A asma pode ocorrer em função de uma predisposição genética na família, após ter uma gripe muito forte ou pneumonia, ou ainda por fatores ambientais, ou seja, situações em que a pessoa fica em contato freqüente com produtos que tenham cheiro muito forte e mofo, entre outras coisas. Entretanto a patologia é manifestada com mais freqüência por motivos genéticos.

O controle da asma com tratamentos adequados é muito importante, uma vez que não há uma cura específica. Segundo a médica pneumologista e vice-presidente do Hospital Carlos Chagas, de Guarulhos, Drª Lílian Serrasqueiro Ballini Caetano: “o tratamento é feito com dois grupos de medicamentos: os anti-inflamatórios das vias aéreas e os corticóides inalatórios, que são extremamente eficazes para o tratamento da asma. Também são utilizados os medicamentos para resgate, as conhecidas bombinhas”, explica a médica.

Lílian lembra ainda que é totalmente errado tratar-se apenas a base de bombinha. “Esta é uma medicação de resgate e não tratamento. Há pessoas que não fazem o tratamento correto e usam em excesso o spray de alívio, o que prejudica a melhora da inflamação”. Com o uso da bombinha a medicação apenas abre e dilata os brônquios e o paciente sente uma melhora dos sintomas, uma sensação de bem-estar que dura em média apenas três ou quatro horas.

Para o sucesso do tratamento o primeiro passo é tentar identificar os fatores que podem piorar a doença. É importante atentar-se às situações e fatores ambientais aos quais o asmático está exposto diariamente e que podem contribuir para desencadear uma crise. Veja ao lado algumas dicas que podem melhorar a vida de um asmático.

Caso o paciente faça o tratamento correto e fique atento aos fatores ambientais, dificilmente as crises irão acontecer e o asmático poderá ter uma vida normal.

Dicas para o dia-a-dia do asmático

- Verifique se a casa onde mora é bem ventilada para não acumular ácaros e fungos;
- Verifique também se o ambiente é muito úmido ou se há mofo nos cômodos da casa;
- Evite a fumaça do cigarro, ela é um dos agentes mais agressivos para as vias aéreas;
- Evite contato com animais domésticos com pêlos, principalmente gatos;
- Não use bombinhas ou sprays de alívio indiscriminadamente;
- Use pano úmido para limpar a casa e não espanador;
- Evite carpetes, tapetes e cortinas em casa;
- Faça a limpeza do nariz diariamente e evite respirar pela boca;
- Evite alimentos que contenham muito corante;
- Evite entrar em contato com inseticidas, perfumes de cheiro forte, removedores e desinfetantes;
- Evite locais muito poluídos;
- Evite sair na friagem e dormir com os cabelos molhados.