Um estudo do instituto Datafolha revela que, dos médicos do estado de São Paulo que recebem a visita de representantes de laboratórios, quase a metade prescreve medicamentos sugeridos pelos fabricantes. Os dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) apontam que a prática é maior na área de equipamentos médico-hospitalares, com 71% dos profissionais acatando a recomendação da indústria.
O levantamento do Datafolha envolveu 600 médicos de várias especialidades, que representam o universo de 100 mil profissionais que atuam no Estado de São Paulo. Do total de médicos, 80% deles recebem visitas dos propagandistas de medicamentos - em média, oito visitas por mês.
No ano de 2005, o Jornal Folha de S.Paulo publicou que, em troca de brindes ou dinheiro, farmácias auxiliavam a indústria de remédios a vigiar as receitas prescritas. Com acesso as cópias do receituário, representantes dos laboratórios pressionavam os profissionais da sáude a indicar seus produtos e os recompensavam. A prática é vista como antiética.